Artigo –WikiLeaks – http://213.251.145.96/Cablegate-os-relatorios-sobre-o.html


Aviso ao leitor: se vai ler este artigo, revista-se de paciência; não se irrite. No texto original, que você poderá acessar através do link acima, tem inúmeros erros e a distinta autora perde-se em repetições. (Na postagem abaixo fiz algumas correçõeszinhas, de leve. Nos anteriores, o mesmo), Desconfio que Natália deve ser, além de supra-sumo do jornalismo, um tanto estrábica ou disléxica; troca as letras repetidas vezes, inclusive quando escreve em inglês, sempre nas mesmas palavras. Moral da história: o texto vale... com o fim de se ter uma idéia... para quem não entende ou não leu os documentos.
Detalhe: A jornalista(?!) costuma escrever os nomes errados. Desta vez foi o do embaixador John J. Danilovich, onde acrescentou um "T" para seguir a pronúncia brasileira. No caso do gerente da fazenda, "Genevil", em dado momento a moça escorregou para Piracicaba e escreveu "Genervil". Não corrigi. A autenticidade jornalística é importante...
Se preferir ler sobre o mesmo assunto, mas bem redigido e explicado, acesse a matéria publicada no jornal O Globo «aqui»
Veja os documentos - 05BRASILIA2692 ; 04BRASILIA873 ; 08SAOPAULO248 e 09SAOPAULO317, relacionados com este artigo.
Nota: Na versão original em português a jornalista faz referência somente ao primeiro e segundo telegrama. Na versão em inglês, ela se refere ao primeiro, terceiro e quarto telegrama. A moça parece ser bem atrapalhada.
Versão em Inglês.

Nota para o leitor: o texto abaixo também está muito corrigido. Não posso arquivar algo tão ruim. Daí as correções. A jornalista demonstra que a escrita dela em inglês é tão ruim, senão pior, quanto em português.
Este Texto foi adicionado nesta página em 02/01/2011 às 17:00, hora Bruxelas.
Link original onde está postado o texto em inglês: http://213.251.145.96/Cablegate-how-the-US-sees-the.html





Aviso ao leitor: se vai ler este artigo, revista-se de paciência; não se irrite. No texto original, que você poderá acessar através do link acima, tem inúmeros erros e a distinta autora perde-se em repetições. (Na postagem abaixo fiz algumas correçõeszinhas, de leve. Nos anteriores, o mesmo), Desconfio que Natália deve ser, além de supra-sumo do jornalismo, um tanto estrábica ou disléxica; troca as letras repetidas vezes, inclusive quando escreve em inglês, sempre nas mesmas palavras. Moral da história: o texto vale... com o fim de se ter uma idéia... para quem não entende ou não leu os documentos.
Detalhe: A jornalista(?!) costuma escrever os nomes errados. Desta vez foi o do embaixador John J. Danilovich, onde acrescentou um "T" para seguir a pronúncia brasileira. No caso do gerente da fazenda, "Genevil", em dado momento a moça escorregou para Piracicaba e escreveu "Genervil". Não corrigi. A autenticidade jornalística é importante...

Se preferir ler sobre o mesmo assunto, mas bem redigido e explicado, acesse a matéria publicada no jornal O Globo «aqui»
Veja os documentos - 05BRASILIA2692 ; 04BRASILIA873 ; 08SAOPAULO248 e 09SAOPAULO317, relacionados com este artigo.
Nota: Na versão original em português a jornalista faz referência somente ao primeiro e segundo telegrama. Na versão em inglês, ela se refere ao primeiro, terceiro e quarto telegrama. A moça parece ser bem atrapalhada.
Natalia Viana, 19 de dezembro de 2010, 14.00 GMT
O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) mereceu especial atenção da embaixada americana em Brasília e dos consulados – que, é claro, não viam o movimento com bons olhos.
São 7 relatórios enviados entre 2004 e 2009 avaliando como funciona o movimento e o seu peso político. Um deles, de outubro de 2005, mostra como os EUA se empenharam em investigar a ocupação de uma fazenda pertencente a um grupo americano, em Minas Gerais.
“(O gerente da fazenda) Genevil depois disse ao adido para temas agrícolas da embaixada que o juiz que queria negociar com o MST foi substituído por um outro ‘novo, mais sensato’. Genevil pareceu muito contente com essa decisão e acreditava que a ordem de reintegração seria expedida”, descreve o telegrama.
Outros telegramas avaliam que o MST tem sido “marginalizado como força política” por causa do avanço econômico e do programa Bolsa-Família.
O cônsul-geral em São Paulo, Thomas White, também não poupou críticas ao MST, ao ouvir que lotes distribuídos para fins de reforma agrária acabam sendo alugados para fazendeiros.
“O presidente Lula tem sido flagrantemente silencioso com suas promessas de campanha de apoiar o MST por uma boa razão: uma organização que ganha terra em nome dos sem-terra e que depois a aluga para as mesmas pessoas de quem tirou tem um sério problema de credibilidade”, escreveu em 29 de maio do ano passado.
Abril vermelho
A onda de ocupações do Abril vermelho de 2004 parece ter tomado de surpresa a embaixada americana. Logo a então embaixadora Donna Hrinak foi encarregada de escrever um relatório sobre o MST explicando do que se tratava. O documento foi enviado a Washington em 12 de abril.
Hrinak criticou o líder João Pedro Stédile, que disse ter uma retórica “picante”, e fazer comentários como “Abril será um mês vermelho”.
Mas o documento avalia que o Plano Nacional de reforma Agrária – que previa assentar 400 mil famílias até o fim de 2006 - andava mesmo a passos lentos: “O Plano Nacional é bom no papel mas está longe de ser realizado”.
Como resultado do abril vermelho, diz Donna Hrinak, “alguma verba deve ser liberada para reforma agrária, mas não o suficiente para alcançar as metas do Plano Nacional. De outro lado, o MST não vai dar trégua nas suas invasões de terra – nunca dá – mesmo se o governo atender às suas demandas”.
Terra americana
Em outubro de 2005, a representação americana, que já acompanhava o MST, engajou-se ainda mais em investigar o movimento depois da ocupação de um terreno de propriedade do grupo americano Farm Management Company, baseado em Salt Lake City, Utah.
Cerca de 300 sem-terra ocuparam a fazenda em Minas Gerais para pedir a aceleração da reforma agrária.
O adido agrícola da embaixada foi enviado ao local para averiguar a situação. Procurou o gerente da fazenda, Macedo Genervil, que relatou como a polícia estava agindo para proteger a propriedade:
“De acordo com Genevil, policiais militares confinaram o MST à sede da fazenda, e o equipamento agrícola não foi danificado”, escreveu a Washington o embaixador John Danilovich.
O gerente disse também que o governo mineiro tinha concordado em mandar policiais para a desocupação e estava apenas esperando a ordem de reintegração de posse. Eles ficariam na fazenda até a conclusão da negociação entre o juiz e o MST.
Mas, segundo Genevil, o juiz que queria negociar com o MST havia sido substituído por outro juiz “novo e mais razoável”.
“Genevil pareceu muito contente com essa decisão e acreditava que a ordem de reintegração seria expedida durante a semana de 10 de outubro”.
Para concluir, o embaixador John Danilovich descreve ainda que a fazenda Agroreservas costuma ser usada como ponto de visitação pelo Serviço Agrícola no Exterior do governo americano, levando visitantes da Associação Nacional de Fazendeiros e do Escritório de Fazendas Americano para mostrar a escala das operações no Brasil.
“Essa invasão marca a primeira vez que o MST ocupou uma fazenda americana, e apesar de causar preocupação, não acreditamos que a invasão tenha sido motivada pela ligação da fazenda com os Estados Unidos”.
Consulado dos EUA acusa MST de “alienar os locais”
Um dos documentos mais críticos ao MST foi enviado ao Departamento do Estado americano em 29 de maio de 2009 pelo ex-cônsul em São Paulo, Thomas White. O título: “O método MST: Trabalhar o Estado, desapropriar os residentes”.
Segundo o documento, o consulado procurou um pesquisador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos em Reforma Agrária da Universidade do Oeste Paulista em Presidente Prudente, Clifford Welch, que teria explicado que “o MST segue uma metodologia pré-planejada nas ocupações de terra que inclui contatos com o INCRA para ajudar a selecionar alvos”.
Segundo Welch, depois de negociar a posse da terra e distribuí-la aos assentados, seria a hora de lucrar. “Em uma prática cínica e irônica, os membros do MST algumas vezes terminam locando para o agro-business a mesma terra que eles conseguiram”, descreve o telegrama.
Welch também teria afirmado que o MST tem informantes dentro do INCRA.
“Welch disse ao representante econômico da embaixada que o INCRA não publica as informações que detém e a única maneira do MST poder ter acesso seria através de informantes dentro do INCRA”. A seguir, o cônsul observa que houve pelo menos um caso em que um ex-funcionário do INCRA ingressou no MST.
Welch, que é visto como um pesquisador “pró MST” teria ainda informado que na verdade as famílias sem-terra não são formadas de 5 pessoas, como diz o movimento, mas de três. “Isso significa que o número de integrantes do MST, estimado em 1.5 milhões de pessoas, na verdade está superestimado em 40%”, avalia o documento.
A crítica dos “locais”
O representante da embaixada também procurou “locais” como o prefeito e o presidente da FIESP de Presidente Prudente, que disseram que as ocupações derrubaram o preço da terra em um terço.
“Conversas com cidadãos de Presidente Prudente no interior de São Paulo indicaram que poucas pessoas na comunidade apóiam o MST”, diz o documento. “Locais que não são do MST preferiram que eles saíssem, pois temem que as táticas do movimento afastem investimentos estrangeiros no local”.
A conclusão do ex-cônsul é taxativa. “A prática do MST de distribuir lotes de terra fértil a seus fiéis e de alugar a terra de novo ao agro-negócio é irônica, para dizer o mínimo. O presidente Lula tem sido flagrantemente silencioso com suas promessas de campanha de apoiar o MST por uma boa razão: uma organização que ganha terra em nome dos sem-terra e que depois a aluga para as mesmas pessoas de quem tirou tem um sério problema de credibilidade”, finaliza o telegrama.
Versão em Inglês.

Nota para o leitor: o texto abaixo também está muito corrigido. Não posso arquivar algo tão ruim. Daí as correções. A jornalista demonstra que a escrita dela em inglês é tão ruim, senão pior, quanto em português.
Este Texto foi adicionado nesta página em 02/01/2011 às 17:00, hora Bruxelas.
Link original onde está postado o texto em inglês: http://213.251.145.96/Cablegate-how-the-US-sees-the.html
Brazil - Cablegate : how the US sees the landless movement in Brazil
Natalia Viana, 22 December 2010, 14.00 GMT
New cables published by Wikileaks reveal that the U.S. embassy and consulates in Brazil are deeply concerned about the Landless People’s Movement (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra or MST). The diplomats claim that the three decade old movement is losing power because of outgoing President Lula’s land poverty reduction programs.
MST began after a December 1980 takeover of three unproductive farms in Brazil’s southern-most state of Rio Grande do Sul by 6,000 landless families. The organization came into formal existence in 1984 when Brazil’s military dictatorship ended. Today, MST claims an estimated 1.5 million landless members in 23 out of Brazil’s 26 states, is easily the most powerful agricultural movement in Latin America.
Over the past few years U.S. consular officials around Brazil have dispatched a series of assessments to Washington about the movement, its membership, and its political techniques and power.
Land Occupation Concerns Embassy
An October 2005 cable demonstrates the serious concern of U.S. diplomats when 300 landless workers occupied Agro-reserves, a farm in the State of Minas Gerais, southeastern Brazil, owned by the Utah-based group Farm Management Company. Agro-reserves has long been a showcase for the U.S. mission in Brazil, to demonstrate large scale technologically advanced farms in Brazil to foreign visitors.
The U.S. embassy in Brasília sent its agricultural attaché to meet Genevil, the farm’s manager, and to investigate the situation. “According to Genevil, military police officials have confined the MST to the housing area on the property, and farming equipment has not been damaged," wrote John Danilovich, U.S. ambassador to Brazil, in a dispatch to Washington.
The embassy memo reveals how justice in Brazilian countryside is strongly influenced by the powerful landowners. "Genevil subsequently told Embassy Agricultural Attaché that the judge who wanted to negotiate with the MST has been replaced by a ’new, more reasonable judge’. Genevil sounded pleased with such decision and believed that an eviction order would be issued during the week of October 10", the diplomat added.
Genevil added that state police would remain on the land until the eviction order was issued - which the embassy expected to happen soon. Danilovich concluded : “(T)his invasion marks the first time that the MST has occupied an American farm, and while the invasion of the farm causes concern, post (i.e. the U.S. embassy) does not believe that the invasion was linked to the farm’s connections to the United States”.
MST Marginalized?
Other cables assert that MST has become "marginalized as a political force" in the past few years because of the success of programs like Bolsa-Familia - a government program that provides about $115 per month to 12 million poor families throughout Brazil.
One assessment dispatched by Thomas White, the U.S. consul in Sao Paulo on 16 May 2008, states : "Many Bolsa Familia recipients are reluctant to join MST for fear of losing their benefits. It is difficult for them to comply with the program’s conditions - keeping their children in school and ensuring they are vaccinated on schedule - when living in a MST camping”.
White accuses MST of taking advantage of environmental issues - such as protests against Vale, a giant Brazilian mining - to keep its "political constituency." “Instead of land occupations, the MST is now promoting quick actions designed for high media attention and impact," White wrote, "The actions against Vale, besides generating publicity, are also designed to satisfy MST’s political constituency. MST leaders accuse the company of labor exploitation and environmental degradation, and many on the left have called for the reversal of its privatization”.
The cable ends with a note of caution: “Although the MST may be in decline, it is unlikely to fade away any time soon. Its activities remain a source of concern to many landowners," White added.
Alienating the Locals
White continued to send critical memos to Washington about the landless people’s movement. A May 2009 memo titled : “The MST Method : Work the State, Alienate the Locals” addresses the work of Clifford Welch, an associate professor of history at Grand Valley State University in Michigan, on loan to Presidente Prudente University in the State of Sao Paulo.
Data provided by Welch accused the MST of profiting unethically after the land has been distributed. “In a practice, both cynical and ironic, MST members sometimes wind up renting to agribusinesses the very lands they seized. The demographic profile of MST members shows them to be primarily small families and retired couples.”
MST “follows a pre-planned methodology in its land seizures that includes leveraging contacts within the GOB’s National Institute of Colonization and Agricultural Reform (INCRA) to help select targets.”
The consulate also interviewed several "locals" in Presidente Prudente city, such as the president of the chapter of the Sao Paulo Federation of Businesses and the city’s vice-mayor, who claimed that fears of land seizures had pushed the real estate price for the fertile land down to one third.
“Conversations with citizens in Presidente Prudente city, interior of Sao Paulo State, indicated that few people in the community support the MST," writes White. “Non-MST locals would prefer their MST neighbors leave, fearful that MST tactics will scare off foreign investment."
Thomas White concludes: “The MST’s practice of distributing fertile parcels of land to the faithful and the subsequent ability for these individuals to rent the land back to agribusiness is ironic, to say the least. President Lula has been conspicuously silent on his early-career promises to support the MST for a good reason : An organization that seizes land in the name of the landless and then rents it back to the very same sorts of people from whom they took it has a serious credibility problem.




